assopra.

07/02/2010

A volta.

Arquivado em: Textos — Dai @ 14:31

 

Só para constar: levo em minha bagagem mais algumas rugazinhas. Ótimo. 

Agora? Em busca do teatro impossível. Ou pelo menos o começo disso. Ou pelo menos.

Desistência: tornar-me vegetariana.

Novas:  carne orgânica/fim de ano verdadeiramente bom/as tais rugas/uma forçazinha a mais.

O presente de aniversário: Mutações. Liv Ullmann.

Aquisições: O teatro e seu duplo. Linguagem e vida. Artaud e o teatro. O teatro laboratório de Jerzy Grotowski.

Novo pequeno prazer recém descoberto: chocolate branco com café.

Leituras: O estrangeiro. O processo. E a Liv, claro.

Filmes: Vocês, os vivos. Revolutionary Road. Sinédoque, Nova York (novamente).

Descoberta: um silêncio num lugar completamente inesperado.

Redescoberta: o colégio estudado durante “toda a vida”.

Curso intensivo: cuidar de uma menininha de 7 anos.

Enfim. Ainda falta muita coisa. Mas algo começou. Ou mudou. Completamente.

E suportar a dor disso é tão ruim quanto sentir o prazer de superá-la.

25/12/2009

Aniversário.

Arquivado em: Imagens — Dai @ 23:17

The Hangover

19/12/2009

A viagem.

Arquivado em: Imagens — Dai @ 03:14

For Luck

10/12/2009

Em busca da “igreja da descoberta de si” (pobre) – parte 2. (cont.)

Arquivado em: Imagens — Dai @ 22:13

Você gosta de ser atriz?

Hum. (pausa.pausa.pausa.pausa.pausa.pausa.pausa.) Um pouco.

Tarefas: (mentalizando-e-vivenciando-minuto-a-minuto-barra-devir-barra-queavidapodeterminaraqualquerminuto-erecomeçaraqualquerminuto-tentando-mentalizar-minuto-a-minuto-e-reacender-a-chama-vírgula-a-motivação-vírgula-a-força-vírgulas-e-mais-palavras-de-intensidade-de-vontade-de-tentativa-de-tentativa-de-tentativa-de-falhar-de-falharmelhor-do-encontro-do-amor-da-necessidade-da-fixação-do-sufoco-até-assoprar.)

1) ver a entrevista da Clarice Lispector quantas vezes possível. (direito a pular as partes que pertecem ao programa / exceto a entrevista com a amiga-datilógrafa)

2) ouvir e observar as variações da “história do rexona” contada pela Helena quantas vezes possível.

3) tomar capuccino com chocolate da máquina de 1 real quantas vezes possível.

4) tomar a chuva incessante do Rio de Janeiro de Dezembro de 2009 quantas vezes possível.

5) relembrar do gosto da salada de frutas com muitas goiabas, muitos morangos, muitas uvas, muitas bananas,  muitos kiwis e com muito melado, quantas vezes possível. (direito à esperança de reproduzir.)

6) continuar a pensar sobre tornar-se vegetariano quantas vezes possível.

7) continuar a desejar que o tempo volte a parar, e a parar, e a parar quantas vezes possível.

Quantas vezes possível.

Você gosta de ser atriz?

É. Um pouco.  – pós tarefas.

Você gosta de ser atriz?

É. Um pouco. – pós tarefas.

E por aí vai.

Death by cake.

03/12/2009

Em busca da “igreja da descoberta de si” (pobre) – parte 1.

Arquivado em: Textos — Dai @ 23:33

Como começar isto? Ok.

(pausa para pensar)

Tenho a sensação de que qualquer palavra que eu use aqui vá diminuir demais qualquer parâmetro maior das questões “ativadas” durante toda essa semana. Mas vamos então ao registro. (já que foi para isso que criei, se é que posso usar esse verbo, este espaço.)

Acabei de colocar em questão a palavra, o verbo, a dimensão, do que se denomina criar. Aproveito, então, para colocar em xeque  também outras denominações (tenho consciência de que corro um certo risco ao fazer isto) brotadas, conceituadas, relatadas, ouvidas, absorvidas, intuídas, vivenciadas, ou na tentativa de, refletidas, trocadas…, enfim, e mais inúmeras palavras que quanto mais uso, mais idiota me sinto ao mesmo tempo que esvaziada da proporção tamanha que tudo isto me causa. O isto entrará em questão mais tarde. Ou não entrará nunca. Ou hoje. Ou agora.

As palavras… ok. Vamos às palavras.

tempo. espaço. ritmo. música. som. silêncio. presença. pulsão. pulsar. contato. coletivo. físico. plástico. esculpir. isolamentos. fluxo. passagem. palavra. memória. corpo. ação. coluna.

místico. morte. doença. observação. trocas. conversas. experiências. canto. vibração. análise. pessoas. encontros. palavras. si. eu. nós. gravação. mortalidade. países. culturas. movimentação. testemunhas. testadores. registro.

desprezo. amor.

“algo maior”.

vida.

segredo.

encontro. encontros. encontro (s).

Não sei justificar meu ato, esse de registrar essas palavras dessa forma . Não sei conceituar justificativas. Não sei. Não quero. Não me importa.

Posso dizer, com todo o respeito, que a vida é mesmo absurda. Passo a pensar que existe algo maior (para esclarecer um pouco mais refiro-me ao que Shakespeare chama de mais coisas entre o céu e a terra do que imagina nossa vã filosofia)  que não domino, nem ninguém, nem nunca se dominará. Posso dizer que esse algo é dificil. E precioso, ao que me parece. E importante. E fundamental. E pulsor, talvez. E resultante dessa tal coisa da qual chamamos de encontro.

Nunca imaginei chegar aonde cheguei, tanto em encontro com pessoas (e encontro deve alcançar o âmbito de conversas, trocas de conhecimento ou um simples programa praia-de-copacabana-num-sol-de-meio-dia)  quanto em pensamentos ou recebimento dessas informações, nesses meus últimos instantes de vida. Ao mesmo tempo penso no micro, no meu micro, penso que também nunca imaginei passar por determinadas questões íntimas da forma que tenho passado. Poderia ser cruel, no sentido vulgar da palavra, e me ater somente a parte profissional, sem entrar em méritos “íntimos”, porém tenho ouvido muito que meu corpo, eu, minha reação, meu modo, meu contato externo é na verdade toda a minha memória até aqui, ou se melhor preferir, minha vivência.

Deve valer de algo registrar no fim das contas. É o risco que se corre, no fim das contas.

Eu sou pouco. Se é que eu sou eu. Digo, eu, somente eu. Então livro-me da consciência de que nós somos pouco. Ou nada. E isso é muito. Muito mesmo. O muito mais poderoso possível. Pensando na vida. Na vida com V e com v. E no aqui. Aqui nesse mundo. Nesse pouco, nesse nada, nesse muito.

Não tenho frase hoje. Resta a questão: o que é isto?

26/11/2009

a segunda.

Arquivado em: Textos — Dai @ 01:30

Usei o feminino. Embora esteja em dúvida constante com relação a isso.

Existem algumas questões a serem explicadas:

1) interessa-me o empesteamento.

2) interessa-me o viver ( ou pelo menos o vivenciar, quando se trata de “arte”.)

3) interessa-me a caça.

À partir disso relato aqui minhas experiências como artista, ou pessoa,  ou ser humano, ou ou.

Acabo de começar a finalizar a primeira parte de mais um processo. Quando as coisas começaram a ficar claras ou, no mínimo, divertidas, chegou o fim. E agora a espera, a relutante espera, chega novamente.

Senti uma afinidade, se é que posso chamar assim, por um personagem em especial. Talvez por identificação. Talvez por amor. Talvez por provação. Talvez, talvez, talvez.

Não quero e nem devo, se é que há a regra, responder ou firmar um pensamento com relação a isso agora. O que posso fazer, além de esperar, é conversar comigo mesma e com ele, sim, o personagem. Na sua materialização textual. Tenho intenção também de investigar e pesquisar coisas, obras e pessoas que intuitivamente sinto se aproximarem desse possível objeto de estudo. (digo possível porque a única coisa que me liga a ele é a minha simples curiosidade e motivação, já colocada em questão; nada além disso)

Por enquanto é tudo. Ou apenas o que quero dizer até agora.

A frase que tenho perseguido:  “nada de símbolos  quando não se tem intenção disso” – de Samuel Beckett, Paris, 1945, Watt, pág. 297, tradução de Manuel Resende.

23/11/2009

início.

Arquivado em: Imagens — Dai @ 03:49

Harebindle

 

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